Comissão Técnica de Fruticultura debate defesa fitossanitária

Comissão Técnica de Fruticultura debate defesa fitossanitária

Comissão Técnica de Fruticultura debate defesa fitossanitária

A Comissão Técnica de Fruticultura da FAEMG reuniu-se na última quinta-feira, dia 17 de agosto, para trocar informações e estabelecer estratégias para evitar a propagação das doenças  greening e cancro cítrico, causadas por bactérias que têm atacado plantações de citros (laranja, limão e tangerina), em Minas Gerais. 
 
Compareceram presidentes de sindicatos rurais, técnicos da FAEMG, do IMA e uma representante da FAEP (Federação da Agricultura do Paraná). 
 
Greening 
 
Considerada o maior desafio fitossanitário da citricultura, a doença de greening aparece nos pomares do norte de São Paulo e nos do sul e Triângulo, em  Minas Gerais. Nos dois estados se concentra a maior parte da indústria do suco de laranja do Brasil, o maior exportador global.
 
O engenheiro agrônomo Nataniel Diniz Nogueira, do departamento Sanitário Vegetal do IMA, apresentou números e mapeou a incidência da doença greening no Estado. “ Essa é a mais destrutiva doença dos citros no Brasil. A situação está especialmente preocupante em Minas Gerais”, alertou ele, informando que o problema maior está no vetor transmissor da doença, um inseto chamado psilídeo. 
 
Já o analista de agronegócios da FAEMG, informou: “Se mais de 28% do pomar estiver infectado, a indicação é para remoção e queima de de todas as árvores do pomar. Abaixo desse índice a indicação é para remoção e queima das árvores doentes”.
 
O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Jaíba e presidente da Comissão de Citricultura da FAEMG, Dalton Londe Franco Filho, disse:  “Os números mostram que a doença pode se tornar, além de um problema fitossanitário, também econômico e social”. 
 
Cancro 
 
Diferentemente do greening, o cancro cítrico não possui vetor animal. É uma doença devastadora, sem controle químico, e sua incidência acentuada pode causar o fechamento do mercado de citros para o mundo. Caio Coimbra alertou sobre as maneiras de transmissão do Cancro: “É preciso fazer a higienização de implementos utilizados no manejo dos pomares, ficar atento às frutas contaminadas transportadas de uma área para outra e utilizar sempre mudas sadias.”. 
 
Em Minas Gerais o Cancro Cítrico é menos incidente do que o greening, no entanto deve-se ter muito cuidado para que a doença não dissemine. No Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) o status do Estado em relação à doença é “área sob erradicação ou supressão”. 
 
Minor Crops
 
A reunião da Comissão Técnica de Fruticultura da FAEMG foi aberta pela  engenheira agrônoma Elisangeles Baptista de Souza, que veio mostrar a experiência do Paraná que é coordenada pela FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) referente ao trabalho de levantamento de demandas de defensivos agrícolas para culturas com suporte fitossanitário insuficiente (CSFI) conhecidas como “Minor Crops”.  
 
“Minor Crops” são aquelas culturas, como jiló e berinjela, para as quais falta ou há número reduzido de defensivos agrícolas.
 
Fonte: http://www.sistemafaemg.org.br/Noticia.aspx?Code=14204&Portal=2&PortalNews=2&ParentCode=73&ParentPath=None&ContentVersion=R